| Conversas à Quinta com Alexandre Parafita |
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Onde moram as lendas? As manifestações e expressões do património imaterial da região duriense foram o tema central do “conversas à Quinta” de Fevereiro. Uma reflexão conduzida pelo escritor e investigador Alexandre Parafita que deu particular enfoque ao lendário popular, provérbios, ditos populares, motejos, adivinhas, lengalengas, rimas de jogos, trocadilhos e trava-línguas, réplicas populares, orações, rezas ou responsos, fórmulas de superstição, de mezinhas ou esconjuras, agouros ou profecias, pragas ou maldições, galanteios, orações com escárnio, pregões, pulhas, testamentos, tomadas, fórmulas de fim de conto, entre outros. Formas e jogos verbais que emanam de vivências próprias do povo, com uma forte componente etnográfica. Rezar a “St.ª Bárbara quando troveja”, mandando os trovões para o Marão “que não dá palha, nem grão” são exemplos de uma herança cultural rica que urge preservar, para que os povos não percam a identidade num contexto de globalização, sendo fundamental o respeito pelo património imaterial. Alexandre Parafita, doutorado em Cultura Portuguesa, faz parte da equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). É autor de mais de quatro dezenas de livros, grande parte dos quais faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL). No âmbito dos estudos sobre mitologia e literatura oral tradicional, publicou, entre outros, “A Mitologia dos Mouros”, “O Maravilhoso Popular”, “Património Imaterial do Douro – Narrações Orais” e “A Comunicação e a Literatura Popular”.
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